Passeata contra os ataques de Israel

Meu amigo Bernardo Pilotto , valoroso militante das lutas populares e filiado ao Partido Socialismo e Liberdade – PSOL, encaminhou convocação para um ato contra ataques de Israel aos palestinos. O ato acontece em Curitiba, no dia 09 de janeiro (sexta-feira), a partir das 11h na Praça Santos Andrade.

Leve bandeiras da Palestina ou aqueles lenços xadrez que ainda estão na moda.


lenco-palestino1

E para saber um pouco mais do que se trata o “potresto”, leia também as “regras jornalísticas” sobre o Oriente Médio, texto anônimo que parece ter sido publicado na Agência Carta Maior (eu não achei).


Doze regras de redação da grande mídia internacional quando a notícia é sobre o Oriente Médio:

1. No Oriente Médio, são sempre os árabes que atacam primeiro e sempre Israel que se defende. Esta defesa chama-se “represália”.

2. Os árabes, palestinos ou libaneses não têm o direito de matar civis. Isto se chama “terrorismo”.

3. Israel tem o direito de matar civis. Isto se chama “legítima defesa”.

4. Quando Israel mata civis em massa, as potências ocidentais pedem que seja mais comedida. Isto se chama “reação da comunidade internacional”.

5. Os palestinos e os libaneses não têm o direito de capturar soldados de Israel dentro de instalações militares com sentinelas e postos de combate. Isto se chama “seqüestro de pessoas indefesas.”

6. Israel tem o direito de seqüestrar a qualquer hora e em qualquer lugar quantos palestinos e libaneses desejar. Atualmente, são mais de 10 mil presos, 300 dos quais são crianças e 1000 são mulheres. Não é necessária qualquer prova de culpabilidade. Israel tem o direito de manter seqüestrados presos indefinidamente, mesmo que sejam autoridades democraticamente eleitas pelos palestinos. Isto se chama “prisão de terroristas”.

7. Quando se menciona a palavra “Hezbollah”, é obrigatório que a mesma frase contenha a expressão “apoiado e financiado pela Síria e pelo Irã”.

8. Quando se menciona “Israel”, é proibida qualquer menção à expressão “apoiado e financiado pelos EUA”. Isto pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo de existência.

9. Quando se referir a Israel, são proibidas as expressões “territórios ocupados”, “resoluções da ONU”, “violações dos direitos humanos” ou “Convenção de Genebra”.

10. Tanto os palestinos quanto os libaneses são sempre “covardes”, que se escondem entre a população civil a qual “não os quer”. Se eles dormem em suas casas, com suas famílias, a isto se dá o nome de “covardia”. Israel tem o direito de aniquilar com bombas e misseis os bairros onde eles estão dormindo. Isto se chama “ação cirúrgica de alta precisão”.

11. Os israelenses falam melhor o inglês, o francês, o espanhol e o português que os árabes. Por isso, eles e seus apoiadores devem ser mais entrevistados e ter mais oportunidades do que os árabes para explicar as presentes ‘regras de redação’ (de 1 a 10) ao grande público. Isso se chama “neutralidade jornalística”.

12. Todas as pessoas que não estão de acordo com as ‘regras de redação’ acima expostas são “terroristas anti-semitas de alta periculosidade”.


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3 comentários em “Passeata contra os ataques de Israel

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